quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Escritos de quando eu me for




Eu não rimo,mas sou poema
Eu não recito,mas sou poeta
E sendo poeta me sinto só
Aqui não tem gente,nem pessoas,nem almas,só corpos frios e distantes do meu é que quando o passarinho assobia ou a gata adentra nessa sala,a vida se enche de primazia.
Eu sou abandonada pelo que não fui e esquecida pelo que falhei,queria uma corpo que me fizesse pegar delírio,desnudo,constante.Queria o susto do prazer,não queria em momento alguém sentir aquele corpo,eu queria adentrar nele,devorá-lo,me esfregar.
Quando me for serei qualquer coisa,menos amada por aquele corpo,vestida sem pudor saio da vida,tudo isso por aquele corpo assimétrico, impassivelmente,cretino,eu queria um corpo e achei um.
Os trens passam e eu grito seu nome,a rua está vazia e grito seu nome,a vida está vazia e grito seu nome.
O teu corpo bota sentindo em mim.

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