quarta-feira, 30 de novembro de 2011

OS BONS E OS DOCÉIS NÃO RESISTEM POR MUITO TEMPO

Chega como todo o mundo,a bondade e a ternura não resiste por muito tempo
Eu que pensei que seria verdade,essa falta de realidade essa solidão sem fim
Pegaria um refrão de bolero,um soneto sincero ou qualquer coisa assim
É como dançar uma valsa e se sentir puritano por isso etc e tal

Mas pra que desejos se já passa do fim e jaz aqui teu carnaval
Um ritmo que descreva,a música que descreva a essência da tua destreza
Parece que em errata segue a nota ,é como se soubesse dar cambalhotas
É muita vida pra pouco tempo ,é  muita falta do que falar ,muita gente que quer se dar

As vezes só se precisa ouvir,falar atrapalha e como
Por que no fim de tudo vai ser a morte mesmo,pra quê sofrer então
Viva como se tudo estivesse de acordo com o que você é ,não vai dar tempo de sorrir
Porque hoje ainda é dia de rock e por que sem música a vida seria um erro.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O QUE VOCÊ NÃO ENTENDE

Você simplesmente não está entendo isso,não dá mesma forma de entendimento que tinha antes
Pois antes tudo era inverso,tudo era certo e geralmente sem malicia e com rotina sem preguiça
Muita gente se acomoda com aquilo que incomoda por falta de inquietação
Mas eu seu meu bem o que acontece ,sei também que te entristece essa não compreensão

Não te falta quase nada nessa jornada estrelada ,nem a tua compreensão
Ninguém nunca sabe nada muito menos tem destino enquanto se tem um coração
Eu te disse tantas vezes e você acreditou,uns chamam isso de coersão e eu chamo isso de amor
Ninguém precisa de nada,por que nunca se falta nada,se falta tudo

E você nunca estará satisfeito e nem vai ,satisfação é um contentamento descontente
Você tinha tudo e do lado desse tudo tinha um nada,não se preenche com o inexistente
Você é seu próprio descontente,você que achava que se achava e parou de se procurar
Quem procura sempre acha meu bem e quem não procura também

Tu és moldado na distância e tua carência é uma constancia mesmo querendo ela suprir
E isso já foi felicidade,foi também tua verdade e hoje é você que não quer sorrir
Você tinhas as respostas mas mudaram tuas perguntas e ai?
Mas isso não é perdição isso é encontro,será sempre por se encontrar bem aqui

Tudo era processo e hoje nada mais certo e nem projeto vulgar
Você tinha sentimento e hoje tem o momento em que deixou isso acabar
Mas isso cresce e te enlaça,é pior do que batata por terra em si é que cresce
E quando tudo está ligado tu parece desconectado,estais a te esperar

Você só espera você mesmo,busca você mesmo e assim consegue se achar
Paz de espirito não se acha se cria,ela é força criadora mãe da realidade
Você estava perto ,eu sei que estava eu poderia sentir hoje e sempre
O que era perto ficou distante o compreendido simplesmente se escondeu

Não preoucupa nem pertuba o teu espirito e teu coração,isso acontece com almas pertubadas
E nesse elo que contem sua fagulha de vida e que vai ligar todos a todas as coisas,isso sempre irá acontecer
Pois você estava perto,você tinha quase tudo,tinha se livrado de quase tudo e nada voltou da mesma forma
Só mudou-se a sua realidade e na realidade que você vive hoje as repostas estão diferentes para suas perguntas.

QUERO TE VER DEPOIS MOÇO!

Carolina estava com medo daquele passado ainda presente
Sonhando com o inexistente essa menina rimava,cantava,voava
Era só essência,as vezes aparência,outras tantas só amor
E não se procurava ,pois nela não faltava perfeição e esplêndor

Carolina não buscava,ela sempre encontrava junto ao medo sofredor
O seu mundo era um nordeste,seu caminho era agreste e seu quintal já inundou
E de repente no caminho a menina que era luz virou flor,melhor que chico da fulô
Não sei se ela gostou ou desgostou,apenas não notou,flor também reluz

Invadiram seu quintal e levaram todo o mal,pra depois plantarem dor
Abafaram essa flor no mormaço do sertão e esse humilde coração desaguou
Quando nada mais restava Carolina se encontrava no seu quarto a brincar
Daí então chegou a luz,mais reluzente que uma vida reluz e mais forte que o Ceará

Como quem não queria nada a menininha não sacava o seu próximo regador
E o sertão encheu ligeiro,a cana do canavieiro chicotou no sofredor
Pra labutar ela nascia,sempre lenta e fria pra plantação sem colhedor
E de nada adiantava essa menina só rimava com afeto e desamor

Ah ,quando era luz ela brilhava sempre branca e desbotada como gonzaga imaginou
E de Maceió ela tirava toda essência encontrada num viajante rio sim senhor!
Pra não esquecer da modestia a carolina só resta esquecer seu sertão
Pois vive agora da festa ,que o mundo que resta invadiu seu sertão

Chegando sempre de acaso o que era sempre esperado chega causando confusão
E a menina assustada que não foi nunca mimada,ficou fazendo oração
Percorrendo o caminho que deve ser longe do ninho a florzinha encontrou
Um pedaço da festa que sempre lhe resta ,sertão de amor

Quando tudo era tudo e tudo virou nada Carolina chorava a Deus louvação
Ria,ria chorava e o sentindo que exala sem perfume de unção
Pra fazer trovoada no coração da sua sala o quintal se abriu
E confusa essa terra onde preto exilado não vale mais um centavo em caixote doutor

E ela quer beber desse fonte que está espalhada aos montes desse vale sem fim
Mas no sertão não tem vales,nem muito menos refeição eles disseram que era a amiga corrupção
A menina se indignava com essa organizada confusão,onde nada cabia nem o sertão
Isso era a politica e  Carolina evitava pra se esquecer e ser feliz

Eles disseram que era ela livre e voava,fertil que nem batata e o céu se fechou
Quando a tempestade chegará a festa acabava e tudo não era só flor
Ela nunca acabava e a festa nunca parava,pois não se morrre de dor
Essa entendia que a solidão lhe feria e só se morre de amor

E pra encurtar a conversar ela foi numa festa que o sertão preparou
Sem pretensão de nada Carolina se dava a quem precisa-se de amor
Mas cuidado,cuidado essa luz virá raio e se fecha em flor
Essa menina girava e o  mundo parava pra ver esse poço de amor.