segunda-feira, 28 de novembro de 2011

QUERO TE VER DEPOIS MOÇO!

Carolina estava com medo daquele passado ainda presente
Sonhando com o inexistente essa menina rimava,cantava,voava
Era só essência,as vezes aparência,outras tantas só amor
E não se procurava ,pois nela não faltava perfeição e esplêndor

Carolina não buscava,ela sempre encontrava junto ao medo sofredor
O seu mundo era um nordeste,seu caminho era agreste e seu quintal já inundou
E de repente no caminho a menina que era luz virou flor,melhor que chico da fulô
Não sei se ela gostou ou desgostou,apenas não notou,flor também reluz

Invadiram seu quintal e levaram todo o mal,pra depois plantarem dor
Abafaram essa flor no mormaço do sertão e esse humilde coração desaguou
Quando nada mais restava Carolina se encontrava no seu quarto a brincar
Daí então chegou a luz,mais reluzente que uma vida reluz e mais forte que o Ceará

Como quem não queria nada a menininha não sacava o seu próximo regador
E o sertão encheu ligeiro,a cana do canavieiro chicotou no sofredor
Pra labutar ela nascia,sempre lenta e fria pra plantação sem colhedor
E de nada adiantava essa menina só rimava com afeto e desamor

Ah ,quando era luz ela brilhava sempre branca e desbotada como gonzaga imaginou
E de Maceió ela tirava toda essência encontrada num viajante rio sim senhor!
Pra não esquecer da modestia a carolina só resta esquecer seu sertão
Pois vive agora da festa ,que o mundo que resta invadiu seu sertão

Chegando sempre de acaso o que era sempre esperado chega causando confusão
E a menina assustada que não foi nunca mimada,ficou fazendo oração
Percorrendo o caminho que deve ser longe do ninho a florzinha encontrou
Um pedaço da festa que sempre lhe resta ,sertão de amor

Quando tudo era tudo e tudo virou nada Carolina chorava a Deus louvação
Ria,ria chorava e o sentindo que exala sem perfume de unção
Pra fazer trovoada no coração da sua sala o quintal se abriu
E confusa essa terra onde preto exilado não vale mais um centavo em caixote doutor

E ela quer beber desse fonte que está espalhada aos montes desse vale sem fim
Mas no sertão não tem vales,nem muito menos refeição eles disseram que era a amiga corrupção
A menina se indignava com essa organizada confusão,onde nada cabia nem o sertão
Isso era a politica e  Carolina evitava pra se esquecer e ser feliz

Eles disseram que era ela livre e voava,fertil que nem batata e o céu se fechou
Quando a tempestade chegará a festa acabava e tudo não era só flor
Ela nunca acabava e a festa nunca parava,pois não se morrre de dor
Essa entendia que a solidão lhe feria e só se morre de amor

E pra encurtar a conversar ela foi numa festa que o sertão preparou
Sem pretensão de nada Carolina se dava a quem precisa-se de amor
Mas cuidado,cuidado essa luz virá raio e se fecha em flor
Essa menina girava e o  mundo parava pra ver esse poço de amor.

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